Capítulo do Equinocio de Primavera: Xuntanza Pazo de Vilamarín, 14/03/2026

Ainda era o seculo XX, d.c., quando três galegos de raça, pausados, com cabeça e algo angariados, se reuniam numa conspiração tabernária para colaborar num futuro de maior qualidade, prestígio, difusão de um dos sinais de identidade do povo galego, o vinho e a vinha.  Os tão prestigiados vinhos galegos na Idade Media, exportados desde o S. IX ao XVII a Inglaterra, Flandes e outros países de Europa, sofreram um golpe quando perdem o comercio de Inglaterra, sem possibilidades de recuperação pola a chegada de épocas de pobreza e logo, no S. XIX as plagas das vinhas,  a pesar do que conseguiu recuperar-se com a exportação a América, onde o Ribeiro acaparou grande fama, mas o golpe militar do 36 ocasionou um grande abandono da industria do vinho conseguindo  só recuperar-se depois do 1985 com os fundos da EU e o esforço impagável de vários empresários vinícolas que retomaram as castas tradicionais galegas e a elaboração dos vinhos. Nestes tempos de recuperação andavam os nossos conspiradores tabernários na procura de uma colaboração eficiente com a coragem dos que faziam realidade o novo tempo; nessa reunião nasceu o projeto de constituir associação de pessoas interessada no mesmo fim; convocarem a homens amantes de Galiza e seu vinho, que responderam em perto de um centenar dos que 60 concorremos um 4 de março de 1995 ao Castelo de Vilamarim onde nasceu a Irmandade dos Vinhos Galegos; aprovarem-se estatutos, fins, governanza, primeiro Sanedrim, gozamos do bom vinho e da amizade na que nos unia o amigo comum: o vinho galego

No próximo 4 de março a Irmandade cumpre 35 anos, período de tempo no que fomos felices e nos divertimos, conservamos e acrescentamos nossa amizade e em especial fomos embaixadores e propagandistas dos nossos vinhos, difundimos sua categoria, aprendemos e insinamos, falamos com vinhateiros e colheiteiros, demos ânimos aos que começaram com novos experimentos ou comentamos os defeitos a retificar, alem de visitar comarcas vinícolas, vilas, adegas e conhecer grande parte do património arquitetónico, cultural e gastronómico de este grande país, de ganchete em muitas ocasiões com nossos confrades do vinho verde e outras confrarias irmãos de alem rio Minho. Alguns amigos deixamos polo caminho, aos que rendemos tributo de amizade e lembrança em cada Capítulo.

Com estes antecedentes o Supremo Sanedrim de esta necessária Irmandade, fazendo realidade a vontade da Assembleia acordou

CONVOCAR O CAPÍTULO DO EQUINOCIO DE PRIMAVERA para o dia CATORCE DE MARÇO (14.03) NO PAZO DE VILAMARIM (Vilamarín, Ourense), em que contamos com todos os irmandinhos, aberto as nossas confrarias irmanadas, confrarias vinícolas amigas de alem e aquém Minho, a todos os que nos acompanharam no ato constituinte da Irmandade que causaram baixa, por vontade própria, e a aqueles homens de boa vontade e amantes dos bons e generosos vinhos galegos que participem da nossa filosofia.

Os atos decorreram de seguinte modo.

  • 11’30 a 11’45 h. CHEGADA ao Pazo e primeiros saudos e reconhecimentos.
  • 12h. NA CAVALEIRIZA.  Tratamos de começar pontualmente pois são diversos os atos.
  • Cata comentada de três vinhos brancos e dous tintos:

– Brancos:

  • – “A Coroa”, de adegas A Coroa
  • – “Mar de Ons” barrica, de Adegas Aguiuncho
  • – ”Val de Nairoa”, de Adegas Nairoa

– Tintos:

  • “Manuel D’Amaro”, sousom do Señorio de Rubiós.
  • “Mil Rios”, garnacha Barrica, da adega Terriña.

 

  • 13’15 h. No remate da cata, que consideramos aproximadamente esta hora, entrega aos assistentes irmandinhos o livro “A Ribeira Sacra Histórica” da autoria do nosso irmandinho Alberto Cacharron, do que a Deputação nos cede gratuitamente 60 exemplares.
  • 13’30 h. Desde a balconada interior do pátio a Banda de Gaitas da Deputação começará sua atuação, descenderá as escadas e nos acompanhará até a Capela
  • 13’45 h. NA CAPELA do Pazo, leitura da primeira ata, constituinte, referência aos fundadores da Irmandade, juramento de novos irmandinhos, leitura da lembranza aos irmandinhos no alem.
  • 14’15 h. No PATIO INTERIOR, aperitivo consistente em empanada, callos, e orelha picada, com animação a cargo da Banda de Gaitas.
  • 15 h. No COMEDOR do primeiro andar, ALMOÇO enxebre, consistente em Polvo á feira; Churrasco con  chouriço galego; tarte de queijo com bica amanteigada.- Cafes, chupitos.

Os vinhos para o aperitivo e almoço são os seguintes: Branco “Adeus”, treixadura e torrontés; tinto “A Telleira”, mencia. Ambos de adegas Campante.

Temos encargado também a Augusto Rodrigues, de Faro de Vigo, uma reportagem fotográfica dos atos, do que se vos entregará copia por c.e.

AGRADECEMENTOS: Fundamentalmente ao Sr. Presidente da Deputazom de Ourense que nos cedeu gratuitamente o uso do Pazo, suas diversas dependências e mobiliário no interior, assim como a atuação da Banda de Gaitas da entidade e obsequia-nos com o livro da autoria do irmandinho Alberto Cacharron, titulado “A Ribeira Sacra Histórica” – Confiamos em que assista a algum dos atos.

A Presidenta de Galicia Calidade, Ana Mendez, que nos proporcionou gratuitamente os vinhos para a cata.

À o irmandinho Serafin Medina de Adegas Nairoa que nos facilitou  as copas para a cata e algumas mesas para completar o mobiliário existente.

Antes de rematar só um aponte económico: Todo fica muito caro, ainda que sempre há pessoas ou empresas generosas que nos cedem gratuitamente vinhos para a cata, de todos jeitos a equipa económica me informa de que o custo da festa será de 60 € per cápita.

E com tudo esto, fica convocado o Capítulo do equinócio de primavera, rematada a convocatória e só ficardes vos anotando-vos com premura, entretanto recebide o abraço fraternal e báquico de

Nemésio Barxa.- Preboste.