SILENCIO, QUE DURME.

Nemésio Barxa

Hoje deixou-nos definitivamente José Posada González, um Home Bom e generoso amigo leal, infatigável defensor de Galiza, suas liberdades, sua economia, e suas gentes, desde todos os eidos em que trabalhava e postas que ocupou, no coletivo empresarial, na investigac;ao na cultura, na política, na Presidencia da Caixa de Aforras de Ourense, na de Orujo de Galicia, ou no Parlamento europeu onde defendeu os temas próprios galegas e empregou a cotio o galega reintegrado; as castanhas e o vinhedo forem seu campo de estudo preferente, dignificando e elevando a categoria de excelencia tanto o vinho das nossas O.O. como a transformac;ao da castanha em "marrom glacé". Viageiro assíduo e com percepc;ao de todo o que o rodeava, abriu mercados em Rússia e países da sua influencia, Japon, Angola, Moc;ambique, Chile e outros países da América do Sul e, inevitavelmente, Europa, dos que sempre regressava com novas conhecimentos e inquedanzas; autor de numerosos livros sobre o vinho e a vinha e outros sobre augardentes, deu ao prelo o primeiro estudo sobre as castes e potencialidades dos vinhos galegas e com posterioridade outros livros sobre a mesma temática e o divertido e imprescindível polo seu fundo contido "Metafísica do viña": era home de vastíssimos conhecimentos e considerável cultura que se transmitia nas sua conversas, nos seus escritos e nos seus livros, vários deles inéditos, e nas suas conferencias; home optimista e de um fino sentido do humor que deixou refletido nas convocatórias para os confrades da Irmandade dos Vinhos Galegas, da que além de fundador, dinamizador e alma mater, era Secretario Perpétuo. Distribuiu com enorme generosidade alegria e ilusao entre todos os que tivemos o privilegio de trata-lo. Todos perdemos algo valioso, seus amigo a urna pessoa entranhável, legal e sincera, dadivosa e magnanima; nossas vinhas e adegas um home que deitou amor e dedicac;ao sobre elas para dar-lhe a importancia que acadaron; as castanhas seu melhor divulgador, o home que as vestiu de etiqueta; a cultura galega um vulto de cuia importancia ainda nao fica a suficiente noticia; e Galiza um home que acreditava nela e que lutava por contribuir a proporcionar-lhe um futuro esplendoroso.

Forcoso Pepe que choremos por ti, ainda que me consta que detestavas os choras e fuches todo alegria. Sursum corda e bebe pro novis. Nao quera despedir-me ao cabo vas viver sempre em nos, e ficarás necessariamente presente, como Secretario Perpétuo, nas equinociales e solsticiales juntanc;as da nossa, e fundamentalmente tua,Irmandade dos Vinhos Galegas e, desde lago, no seu Magusto com Mozas que era a Festa da Castanha.

14.01.13

NA DESPEDIDA A JOSÉ POSADA

Querido Pepe, bem quiséramos sentir-nos contagiados do teu proverbial optimismo para superar este trance da despedida. Sabemos que gostarias de que permaneceremos ledos e tal vez levantando um copo de vinho na tua honra. Mas, nao somos capazes. Somos conscientes de que dificilmente retornará a nos o optimismo das conversas, reunions, convívios e conclaves nos que tantas vezes nos vimos ilusionados com teus projetos e com a tua ilimitada imaginai;ao. Nao é exagerai;ao que te digamos que nos sentimos orfos, orfos da tua amizade, do teu caos, da tua generosidade, da tua inventiva, do teu engenho e de todo o que aprendíamos contigo. Valoramos a tua lealdade a o amigo acima de todo. Perdemos muto contigo ausente. E muito o que em realidade deixas no desamparo: vinho, castañas, cultura ... porque tambem cultura aprendiamos de ti; amigos e familia, porque dificilmente haberá recambio. Nunca pensamos que teriamos que ler teu nome entre os dos Irmandiños no alem.

Facemos un esforzo, Pepe, e brindamos. Ao cabo sempre ficarás con nos e con esa tua presenza nos veremos menos sos.

Nemésio Barxa